Mulheres, Ciência e Feminismo

Disciplina

Dados da disciplina

Carga horária: 60 horas

Período: 14/08/2019 a 27/11/2019

Horário: 13:00 às 17:00 - quartas-feiras

Vagas: 15

Descrição

A disciplina pretende discutir diferentes aspectos sobre a sub-representação de mulheres nas atividades científicas e tecnológicas a partir de cinco eixos temáticos: (1) distribuição (atual) de mulheres em C&T, (2) invisibilidade das mulheres na ciência, (3) escolha por carreiras de C&T, (4) representações do/a cientista e da ciência na sociedade e (5) abordagens/correntes feministas e o contribuição delas para os estudos de gênero em C&T e de políticas públicas afirmativas.

Requisitos

Nenhum.

Forma de Avaliação

Participação, apresentação de seminário e avaliação final (trabalho prático).

Bibliografia

1. BIAN, L.; LESLIE, S.; CIMPIAN, A. Gender stereotypes about intellectual ability emerge early and influence children’s interests. Science, vol. 355, num. 6323, p. 389-391, 2017.

2. CHIMBA, M. E KITZINGER, J. Bimbo or boffin? Women in science: an analysis of media representations and how female scientists negotiate cultural contradictions. Public Understanding of Science, n. 19, v. 5, pp. 609–624, 2010.

3. CITELI, Maria Teresa. Mulheres nas ciências: mapeando campos de estudos. Cadernos Pagu, Campinas, n.15, p.39-75, 2000.

4. DA CONCEIÇÃO, Antonio Carlos Lima; ARAS, Lina M. Brandão de. POR UMA CIÊNCIA E EPISTEMOLOGIA(S) FEMINISTA: AVANÇOS, DILEMAS E DESAFIOS. Cadernos de Gênero e Tecnologia, 2014. Disponível em: https://periodicos.utfpr.edu.br/cgt/article/view/6123

5. DO NASCIMENTO, Janaína Xavier. "Políticas públicas e desigualdade de gênero na sociedade brasileira: Considerações sobre os campos do trabalho, da política e da ciência." Mediações-Revista de Ciências Sociais 21.1 (2016): 317-337.

6. Elsevier Research Intelligence. Gender in the global research landscape: analysis of research performance through a gender lens across 20 years, 12 geographies, and 27 subject areas. Elsevier, 2017. Disponível em: https://www.elsevier.com/data/assets/pdffile/0008/265661/ElsevierGenderReportfinalfor-web.pdf

7. EUROPEAN UNION.  She Figures. Luxembourg: Publications Office of the European Union, 2019.

8. FLICKER, Eva. Between Brains and Breasts-Women Scientists in Fiction Film: On the Marginalization and Sexualization of Scientific Competence, Public Understanding of Science, v. 12, n. 3, p. 307-316, 2003.

9. GUEDES, Moema de Castro. A presença feminina nos cursos universitários e nas pós-graduações: desconstruindo a ideia da universidade como espaço masculino. História, ciências, saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, 2008.

10. HARAWAY, Donna. ‘Situated knowledges: the science question in feminism and the privilege of partial perspective’, in Simians, Cyborgs, and Women: the reinvention of nature, London: Free Association Books. 1991.

11. HARDING, Sandra. Gênero, democracia e filosofia da ciência. RECIIS – R. Eletr. de Com. Inf. Inov. Saúde. Rio de Janeiro, v. 1, n. 1, p. 163-8, jan./jun. 2007.

12. HARDING, Sandra. The Science Question in Feminism. Cornell University Press, 1986, 271p. Disponível em https://scienceandsexuality.files.wordpress.com/2015/09/harding-science-question-in-feminism-copy.pdf

13. IBGE. Estatísticas de Gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil, 2018.

14. ITABORAÍ, Nathalie Reis; RICOLDI, Arlene Martinez. Até onde caminhou a revolução de gênero no Brasil? Implicações demográficas e questões sociais. Belo Horizonte: Abep, 2016.

15. LIMA, Betina Stefanello. O labirinto de cristal: as trajetórias das cientistas na Física. Estudos Feministas (2013): 883-903.

16. LONG, Marilee; STEINKE, Jocelyn; APPLEGATE, Brooks; LAPINSKI, Maria Knight; JOHNSON, Marne J.; GHOSH, Sayani. Portrayals of Male and Female Scientists in Television Programs Popular Among Middle School-Age Children, Science Communication, v. 32, n. 3, p. 356–382, 2010.

17. LOPES, Maria Margaret. "'Aventureiras' nas ciências: Refletindo sobre gênero e história das ciências naturais no Brasil." Cadernos Pagu (2012).

18. LOPES, Maria Margaret. Sobre convenções em torno de argumentos de autoridade. Cadernos Pagu, Campinas, v.27, p.35-61. 2006.

19. MOSS-RACUSIN, C.A., DOVIDIO J.F., BRESCOLL V.L, GRAHAM M.J. E HANDELSMAN J. Science faculty's subtle gender biases favor male students. Proc Natl Acad Sci U S A.  v. 109, n. 41, p. 16474-16479, 2012.

20. Nucci, Marina Fisher. "Crítica feminista à ciência: das 'feministas biólogas' ao caso das 'neurofeministas'." Estudos Feministas 26.1 (2018): 1-14.

21. OLIVEIRA, E. R. B.; UNBEHAUN, S.; GAVA, T. Educação STEM e gênero: uma contribuição para o debate brasileiro.  Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v.49 n.171 p.130-159 jan./mar. 2019.

22. ORGANISATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION AND DEVELOPMENT – OCDE. The ABC of gender equality in education: aptitude, behaviour, confidence, PISA. OECD Publishing, 2015.

23. Osada, Neide Mayumi, and Maria Conceição da Costa. "A construção social de gênero na Biologia: preconceitos e obstáculos na biologia molecular." Cadernos Pagu (2006).

24. REZNIK, G; MASSARANI, L. M.; RAMALHO, M.; MALCHER, M. A.; AMORIM, L.; CASTELFRANCHI, Y. Como adolescentes apreendem a ciência e a profissão de cientista? Estudos Feministas, Florianópolis, v. 25, n. 2, p. 829-855, maio 2017. ISSN 1806-9584. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/39479/34259.

25. REZNIK, G.; MASSARANI, L. M. Gênero e ciência na animação: análise de filmes do Festival Anima Mundi. JCOM, v.18, n. 2, pp. A08, 2019.

26. SCHIENBINGER, Londa. O feminismo mudou a ciência? Bauru, SP: EDUSC, 2001.

27. TOSI, Lúcia. "Mulher e ciência: a revolução científica, a caça às bruxas e a ciência moderna." Cadernos Pagu 10 (1998): 369-397.

28. TRAMONTANO, Lucas. A fixação e a transitoriedade do gênero molecular. Horizontes Antropológicos, v. 23, p. 163-189, 2017.

29. UNESCO. Women in Science – UNESCO Institute for Statistics (UIS), 2018.

Arquivos